Produtos de limpeza matam o Coronavírus: real ou fake?

O Coronavírus trouxe para o cotidiano de muitos brasileiros um cuidado a mais com a higienização da casa, das roupas, dos alimentos, dos calçados e das demais superfícies. E neste contexto, a busca por produtos de limpeza eficazes no combate e no extermínio da Covid-19 cresceu muito, assim como a oferta.
E aí, você acredita que todo o produto de limpeza que diz que é eficaz no combate ao Coronavírus realmente elimina o vírus?
A resposta é não, ou seja, é FAKE todo o tipo de propaganda que mencionar o combate ao Coronavírus sem que o produto tenha sido aprovado pela Anvisa.
Casos de propaganda falsa estão sendo cada vez mais desmascarados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, com o auxílio dos consumidores, consegue retirar os produtos falsos de circulação. Só neste ano, a Anvisa realizou a retirada de 77 produtos de limpeza do mercado por não apresentarem registro de ação desinfetante regulamentado pela instituição.
Você sabe quais as principais diferenças entre os produtos de limpeza?
Para entender melhor o que faz cada tipo de produto de limpeza, separamos os produtos em categorias que mencionam quais as suas atribuições. Confira!
- LIMPADORES são os produtos que limpam as superfícies e não apresentam ação comprovada no combate a bactérias, fungos e vírus, por exemplo. Apesar de serem produtos mais simples, eles precisam de uma notificação positiva da Anvisa.
- DESINFETANTES: por eliminarem todos os micro-organismos patogênicos presentes nas superfícies, os desinfetantes passam por testes em laboratórios até receberem o registro da Anvisa.
- SANITIZANTES: ao contrário do desinfetante, o sanitizante reduz o número de micro-organismos nos ambientes, ou seja, não extermina completamente os vírus, os fungos e as bactérias. Do mesmo modo, para que esteja disponível no mercado, são necessários o registro e a comprovação dos sanitizantes na Anvisa.
- SANEANTES: todos os produtos utilizados na conservação e na limpeza como os detergentes, água sanitária, cera, sabão em pó, inseticidas, entre outros.
Para evitar acidentes como intoxicações, é muito importante atentar para a marca do produto e se ele realmente é registrado ou possui licença da Anvisa.
Evite problemas de saúde devido ao uso irregular de produtos de limpeza e preserve a saúde e a segurança de toda a sua família.
“Uso de máscara caseira é eficaz” | Real ou Fake?

Não é fake news, é real! O uso obrigatório de máscaras de proteção está entre os esforços para conter a epidemia de Coronavírus. Prefeitos de diversas cidades brasileiras estão publicando decretos em que obrigam ou recomendam todos os cidadãos a usar máscaras em ambientes públicos. Em algumas cidades há inclusive a indicação de que o descumprimento poderá tipificar crime, com pena de detenção, de um mês a um ano, mais multa.
A medida segue orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde, que passou a recomendar o uso do acessório, mesmo as versões caseiras, para quem não tem sintomas da Covid-19, sendo que elas devem, obrigatoriamente, cobrir, no mínimo, o nariz e a boca.
Como fazer sua máscara caseira reutilizável (lavável) ou descartável :
Gabarito para máscara tamanhos P-M-G [PDF]
Guia passo-a-passo para confecção de máscara com costura e elástico [PDF]
Precisa de uma máscara descartável urgente?! Faça em menos um minuto [VÍDEO ABAIXO]
Qual a melhor escolha: máscaras de algodão ou TNT?
Muita gente ainda se pergunta qual o melhor tecido para a confecção de máscaras caseiras, uma vez que as máscaras de produção industrial do tipo N95 devem ser utilizadas pelos profissionais nos serviços de saúde para proteção individual.
Uma nota técnica do Ministério da Saúde recomenda quatro, exatamente nesta ordem de capacidade de filtragem de partículas virais:
- 1º – fronhas de tecido antimicrobiano;
- 2º – algodão (como camisetas 100% algodão);
- 3º – cotton (composto de poliéster 55% e algodão 45%);
- 4º – tecido de saco de aspirador.
À frente de pesquisas sobre tipos de máscaras na Universidade de São Paulo (USP), Linamara Rizzo Battistella, professora da Faculdade de Medicina da instituição, atesta a vantagem do uso do tecido algodão para a confecção de máscaras caseiras. Além de existir no guarda-roupa de quase todo brasileiro, esse tecido teve bom resultado nos testes de filtragem realizados por grupos multidisciplinares.
“O algodão oferece um nível de 65% de proteção. Quando eu uso a máscara, do aerossol que eu libero falando, passa apenas 35%. Reduz bastante o risco de contaminação.”
Ela sugere que as pessoas se desfaçam daquela fronha velha, lençol ou camiseta (é importante que a máscara seja, pelo menos, dupla face). Quanto mais fibra natural tiver o tecido, mais agradável será ao toque.
Nos testes da USP, o TNT, material das máscaras cirúrgicas, é o que apresentou a melhor proteção, de 97% com folha dupla. Ele também tem bom resultado com relação à umidificação da máscara, uma vez que repele a água.
A desvantagem é que esse tipo de material, o TNT, não pode ser reaproveitado: diferentemente da máscara de algodão, que a pessoa deve deixar de molho e lavar, a de TNT precisa ser descartada após o uso.
Algumas “descobertas” dos brasileiros, de colocar uma folha de TNT ou um filtro de café dentro da máscara de tecido, lembrando de descartar o complemento após cada uso, são chanceladas pela especialista.
Precisa fazer a sua máscara descartável com urgência? É possível fazer em menos de 1 minuto, siga as instruções da Pediatra Ana Escobar.
Fontes:
https://news.un.org/pt/story/2020/04/1709712
https://portal.fiocruz.br/pergunta/utilizacao-das-mascaras-e-recomendada-para-evitar-o-coronavirus
https://www.unifor.br/-/veja-como-fazer-uma-mascara-de-pano-para-se-proteger-do-coronavirus
https://gauchazh.clicrbs.com.br/coronavirus-servico/noticia/2020/04/quais-os-melhores-tecidos-para-a-confeccao-de-mascaras-caseiras.html
“Água sanitária mata o Coronavírus?”: Real ou Fake?
A pandemia do novo Coronavírus fez com que muitos hábitos fossem mudados e práticas de higiene e limpeza adotadas com maior atenção. Diante disso, o uso de álcool 70% aumentou muito, visto que ele é considerado excelente no combate ao vírus. No entanto, o que muitos não sabem é que junto com o álcool 70% e o uso de sabão para lavar as mãos, a água sanitária é um produto de limpeza indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que realizou um estudo que comprovou que a água sanitária é sim capaz de matar o Coronavírus.
No momento em que for comprar a água sanitária no mercado, confira se a concentração de cloro ativo é de 2% a 2,5% e se o produto é registrado no Ministério da Saúde. Conforme especialistas, quando utilizada corretamente e nas medidas certas, a água sanitária diluída em água é capaz de matar o vírus em até 20 segundos.
Importante: A água sanitária não deve ser utilizada pura, isto porque o que mata o vírus é a substância “ácido hipocloroso” que não existe em pH tão alto como o existente na água sanitária pura.
Recomendações de como utilizar a água sanitária na limpeza doméstica
- Limpeza de superfícies (mesas, chaves, maçanetas, embalagens e compras do supermercado): o ideal é que seja misturado 25ml de água sanitária em um litro de água limpa. Para realizar a limpeza, umedeça um pano na solução e higienize as superfícies.
- Limpeza de pisos, sanitários, solas de calçados e ambientes abertos: adicione 50 ml de água sanitária em um litro de água limpa. Umedeça a solução em um pano limpo e passe no local a ser higienizado.
Por serem soluções mais fortes, é indicado o uso de luvas durante a limpeza dos espaços. Prevenção e proteção são os melhores remédios que temos nesse momento.
Fonte:
“Coronavírus não sobrevive a temperaturas acima de 20ºC”: Real ou Fake?

Uma das hipóteses mais disseminadas durante a pandemia do novo Coronavírus foi a de que o vírus NÃO sobrevive ou NÃO seria transmitido em temperaturas altas, acima de 20ºC. A explicação, teoricamente, seria de que o epicentro do contágio foi percebido na Europa, região com clima mais frio nesta época do ano.
A partir disso, a informação foi utilizada como forma de tranquilizar as preocupações que surgiram quando o primeiro caso da doença foi confirmado no Brasil, que têm clima tropical e mais quente.
No entanto, a diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT-USP), Ester Sabino, uma das responsáveis pelo sequenciamento do genoma do novo Coronavírus, afirma: “A temperatura do corpo humano é de 36ºC. Portanto, esta afirmativa é falsa”.
Coronavírus resiste a temperaturas elevadas
Uma revisão de 22 estudos sobre os vários tipos de Coronavírus, publicada no Journal of Hospital Infection, indica que, quanto maior a temperatura, menor o tempo de permanência do vírus em algumas superfícies. Ainda assim, os dados mostram que mesmo em temperaturas elevadas, como 30ºC ou 40ºC, os vírus resistem, às vezes, por dias.
Além disso, pesquisas realizadas chegaram à conclusão de que, apesar de o novo Coronavírus demonstrar uma preferência por condições como o frio e o tempo seco, isso não significa que o vírus não se propague também no calor.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o vírus é, sim, transmitido em áreas mais quentes. “Segundo as evidências obtidas até agora, o vírus responsável pela Covid-19 pode ser transmitido em todas as áreas, incluindo áreas com clima quente e úmido“, diz a entidade.
Portanto, a suposição de que o novo Coronavírus não seria transmitido em temperaturas elevadas é FAKE!
Fontes:
https://www.journalofhospitalinfection.com/article/S0195-6701(20)30046-3/fulltext
https://portal.fiocruz.br/noticia/fiocruz-esclarece-informacoes-falsas
https://nacoesunidas.org/e-fake-noticia-que-esta-circulando-no-whatsapp-com-orientacoes-do-unicef-sobre-coronavirus/
“Vacina contra o Coronavírus”: Real ou Fake?

Com o Coronavírus em alta, muitas pessoas buscam informações na internet e uma das mais procuradas é sobre possíveis medicações e vacinas que sejam eficazes no tratamento da doença. Além disso, também há a busca por dados sobre a cura dessa doença infecciosa provocada pelo Covid-19.
Inclusive, diversas notícias já circularam sobre a criação de uma vacina contra o Coronavirus feita pela China e, até mesmo, pelo Brasil. Isso é fake news, não acredite!
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), três vacinas para a Covid-19 estão em fase de testes clínicos, porém estima-se que pelo menos outras 70 estão sendo desenvolvidas.
Entretanto, até o momento, não há nenhum medicamento, vacina ou substância que possa prevenir a infecção pelo Covid-19.
Há também um estudo clínico internacional chamado ‘Solidariedade’ (Solidarity), lançado pela OMS, que é uma conjugação de esforços em todo o mundo, para dar uma resposta rápida sobre que medicamentos são eficazes no tratamento da Covid-19.
Com base em evidências de estudos laboratoriais, animais e clínicos, quatro opções de tratamento estão em estudo:
- Remdesivir;
- Lopinavir / Ritonavir;
- Lopinavir / Ritonavir com interferon beta-1a;
- Cloroquina ou hidroxicloroquina.
No Brasil, a Fiocruz coordenará a iniciativa e será implementada em 18 hospitais de 12 estados, com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde.
“Pets transmitem Coronavírus”: Real ou Fake?

Com o objetivo de prestar esclarecimentos à população, sempre com base no conhecimento científico e em referências de alta credibilidade, estamos desenvolvendo uma série de postagens que visam elucidar quanto às Fake News em época de Coronavírus.
Em tempos de Coronavírus, a saúde física e mental daqueles que nos cercam é uma grande preocupação, não é mesmo?! Proteger a saúde das pessoas também envolve o cuidado com os nossos pets!
Estão circulado nas redes sociais boatos que animais domésticos, como cães e gatos, estão sendo contaminados e podem ser transmissores da Covid-19. Isso é fake news.
O professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP Paulo Eduardo Brandão, virologista que pesquisa o Coronavírus há mais de 20 anos, esclarece que cães e gatos possuem outros tipos de Coronavírus, específicos de suas espécies, porém que não infectam humanos. Ou seja, esses animais não são hospedeiros do novo Coronavírus, ou seja, não o contraem e nem o transmitem.
Com relação a animais exóticos, como répteis e anfíbios, o professor explica que esse tipo de animal não tem e não transmite o SARS-CoV-2, como também nenhum outro vírus da família Coronavírus, que ficam restritos a aves e mamíferos.
Embora possamos ficar mais tranquilos em relação a isso, é preciso lembrar que, por se tratar de uma nova doença, devemos acompanhar o que as pesquisas sérias estão desvendando.
As informações oficiais e atualizadas sobre esses estudos se encontram em boletins como o da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) — entidade na qual os clínicos veterinários de todo o mundo se baseiam hoje.
Mas se eu, o humano, pegar a doença, como devo proceder?
A orientação atual é clara: pessoas infectadas pelo Coronavírus devem ficar isoladas e adotar medidas para não transmitir a doença a seus familiares e colegas.
Apesar disso, o especialista ressalta que alguns cuidados devem ser tomados, pois os animais podem ser carregadores involuntários do SARS-CoV-2, por meio do pelo e da coleira, por exemplo.
Se você mora sozinho com seu animal de estimação, os dois devem ficar todo o período em quarentena. Já se você mora com outras pessoas e possui um ou mais animais de estimação, a pessoa em quarentena deve ficar isolada tanto do pet quanto das outras pessoas.
Confira o vídeo completo com o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP Paulo Eduardo Brandão:
“Tapetes são criadouros de Coronavírus”: Real ou Fake?

Uma mensagem compartilhada em grupos do WhatsApp diz que “a Alemanha recomendou a retirada de tapetes das portas das casas para evitar a proliferação do Coronavírus, classificando tapetes como criadouros do novo Coronavírus, causador da doença COVID-19″.
Mas será que é verdade?
Até o momento, não foi encontrada nenhuma informação ou recomendação oficial vinculada ao governo alemão, tampouco qualquer orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto à remoção de tapetes das residências devido à incidência ou proliferação de Coronavírus. Ou seja, é fake news.
Apesar de se tratar de uma fake news, é importante nos atentarmos que tapetes e carpetes são objetos porosos e merecem atenção especial, pois estão presentes o tempo todo em nossa rotina.
Entre as característica desses objetos é que, por serem porosos, além de dificultar a higienização, acumulam um volume muito grande de poeira fina e leve, além de resíduos de pele, matéria orgânica e outras sujidades.
São exemplos de objetos porosos:
- Tapetes;
- Carpetes;
- Estofados;
- Revestimento acústicos em ‘ilhas de atendimento’;
- Colchões, etc.
Ao menor movimento, os objetos porosos dispersam a poeira contaminada de micro-organismos e infestada de ácaros pelo ar que respiramos. Isso é o suficiente para causar ou agravar infecções pulmonares, conjuntivites, faringite, escabiose e dermatite atópica, dentre outras doenças e alergias.
Objetos porosos e os ácaros
Em se tratando de ácaros, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), existem mais de 30 mil espécies de ácaros no Brasil. O tipo domiciliar, presente em travesseiros e colchões, é considerado o principal alérgeno e responsável por 80% das alergias respiratórias.
Já o colchão que utilizamos é o abrigo ideal para aproximadamente 1,5 milhão de ácaros, além de bactérias e fungos, responsáveis por causar doenças como tuberculose, pneumonia, bronquite, sinusite, dentre outras.
Por isso, a sanitização de objetos porosos é indicada para promover a biossegurança desses objetos e a saúde dos ambientes.
Para mais informações ou orçamento, clique AQUI.
Precisa de um certificado fitossanitário? Tome cuidado com a falsificação.

Precisa de um certificado fitossanitário? Tome cuidado com a falsificação.
No dia 23/8, a Polícia Federal (PF) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizaram de forma conjunta a operação “Fitofake” em 5 empresas que falsificaram certificados fitossanitários para exportação de produtos alimentícios.
Com a ajuda dos órgãos internacionais, foram identificadas inconformidades que revelaram uma série de fraudes em certificados emitidos, aumentando o risco de contaminação e transporte de pragas entre países*.
O que é e qual é a importância de emitir um certificado fitossanitário verdadeiro?
O certificado fitossanitário serve para garantir que um carregamento, normalmente de vegetais em superfícies de madeira, está de acordo com as normas de higienização de importação e exportação determinadas pelos órgãos legais brasileiros e internacionais, a fim de reduzir a proliferação de micro-organismos de um local para o outro.
Para poder emitir essa homologação, a empresa deve ser autorizada pela ANVISA e pelo MAPA após uma minuciosa análise estrutural e mercadológica.
Quais são os perigos de obter um certificado fitossanitário falso?
A falsificação de certificados fitossanitários é extremamente perigosa. Além do já citado transporte de vírus, bactérias e outros inimigos invisíveis, a empresa que não realizar o tratamento fitossanitário está sujeita a multa, acionamento judicial e outros problemas. A não emissão, ou a emissão de um certificado falso, também ocasiona em devolução de carga, que será arcada INTEGRALMENTE pelas empresas vendedora e compradora.
Precisa de tratamento fitossanitário DE VERDADE? Conte com a Bioseta!
A Bioseta é uma empresa HOMOLOGADA para realizar o tratamento fitossanitário e emitir o certificado a fim de que a sua empresa exporte e importe com segurança e sem surpresas indesejadas.
Para solicitar um orçamento, fale já com a nossa equipe de vendas:
e-mail: comercial@bioseta.com.br
telefone: (51) 99907-4155
* matéria obtida no link https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/empresas-falsificadoras-de-certificado-fitossanitario-sao-alvo-da-operacao-fitofake-do-mapa-e-pf
Luz ultravioleta UV-C no combate ao Coronavírus

Com a pandemia do novo Coronavírus, inúmeras pesquisas estão sendo feitas para buscar alternativas que sejam eficazes para o controle da doença. Diante deste contexto, pesquisadores estão fazendo uso de diferentes ferramentas, como é o caso da luz ultravioleta do tipo UV-C.
É importante, desde já, ressaltar que há diversos riscos à saúde, quanto à exposição de seres humanos à luz UV-C, e que a sua eficiência está diretamente vinculada ao tempo de exposição das superfícies à luz, à distância dos objetos e às zonas de sombra, pois onde a luz não chega, não há ação de combate aos micro-organismos.
Mas afinal, por que usar a luz UV-C?
A ideia de usar a luz ultravioleta para a contenção de contaminações não é novidade. Na década de 30, na Filadélfia, nos Estados Unidos, um estudo apontou que, no período de cinco anos, os alunos que frequentavam salas equipadas com lâmpadas de luz ultravioleta UV-C tinham menor probabilidade de serem acometidos por doenças contagiosas como a caxumba e a varíola.
Esta tese se confirmou, quando, em 1941, um surto de varíola espalhou-se nas instituições de ensino do estado e, nas salas em que havia lâmpadas UV-C, apenas 15% dos estudantes foram infectados pela doença. Em contrapartida, nas salas em que não havia o uso de luz UV-C, mais de 50% dos estudantes foram contaminados.
Isso acontece, porque as lâmpadas UV-C emitem uma frequência de luz que destrói o material genético dos vírus (RNA), bactérias (DNA) e fungos, o que faz com que estes micro-organismos sejam eliminados.
Em relação ao uso da luz UV-C para combater o Coronavírus, é importante ressaltar que ao contrário do álcool em gel, da água, do sabão e da água sanitária, os raios ultravioletas não destroem a camada externa do vírus, a qual é feita de gordura. A radiação ultravioleta atua nos ácidos nucleicos do vírus, ou seja, no DNA e no RNA, o que provoca mutações.
No momento em que um organismo fica sob uma alta dose dessa radiação UV-C, ele sofre inúmeras mutações que o levam à morte, e é justamente isso que acontece com o vírus da Covid-19. Vale ressaltar que apenas a luz ultravioleta do tipo UV-C é capaz de inativar micro-organismos presentes no ar, nas superfícies e nos ambientes, pelo fato de apresentar um comprimento de onda de 100 a 280 nanômetros.
Muitos hospitais estão adaptando ferramentas que possam ser utilizadas com a luz UV-C, a fim de aumentar as medidas de combate e controle do Coronavírus. Em locais como estes, é possível verificar que a luz é uma excelente aliada.
E aí, você já sabia do uso de luz ultravioleta UV-C como ferramenta de combate ao Coronavírus e demais micro-organismos?
Clique aqui e aproveite para conhecer a nossa série de conteúdos sobre o que é REAL e o que é FAKE, quando se fala da Covid-19.
Abandono, animais comunitários, os maus-tratos e a indústria
O Conselho Federal de Medicina Veterinária e diversas ONGs espalhadas pelo país confirmam estar ocorrendo uma espécie de ‘epidemia de abandono’ de animais de estimação na crise causada pela pandemia da Covid-19.
O aumento do desemprego, a diminuição de renda, o término dos relacionamentos e até o receio provocado por fake news de contrair o novo Coronavírus por meio dos animais domésticos são as justificativas mais comuns e que intensificam as situações de abandono dos animais, os episódios de maus-tratos e a adoção comunitárias deles.
Mas afinal, o que são animais comunitários?
Os animais comunitários são aqueles que, apesar de não terem tutor definido e único, são adotados por grupos específicos de pessoas que cuidam de um ou mais animais, sem necessariamente levá-los para a sua casa. No entanto, é muito importante que essas pessoas ofereçam todas as condições necessárias, para que os animais tenham uma vida saudável, como castração e vacinação.
Com isso, os animais acabam estabelecendo, com a população do lugar onde vivem, vínculos de dependência e de manutenção. O incentivo a campanhas de conscientização e a promoção do bem-estar dos animais estão entre as tarefas dos tutores de animais comunitários.
No Rio Grande do Sul, a lei nº 15.254, de 17 de janeiro de 2019, dispõe sobre os animais comunitários e tutores no estado. Na lei, está estabelecido que os tutores serão cadastrados por órgão responsável e receberão crachá constando a sua qualificação completa.
Além disso, os tutores proverão voluntariamente as suas expensas, os cuidados com a higiene, a saúde e a alimentação dos animais comunitários pelos quais se responsabilizem, devendo zelar, também, pela limpeza do local onde os animais forem alojados.
Para o abrigo dos animais comunitários, fica permitida a colocação de casas em vias públicas, escolas públicas e privadas, órgãos públicos e empresas privadas e públicas, desde que com a autorização da autoridade correspondente ou responsável pelo local.
Os maus-tratos a animais trazem que consequências?
Na última terça-feira, 29, foi sancionado o projeto de lei nº 1.095/19 que aumenta o crime para quem maltratar cães e gatos, alterando o art. 32 da lei de crimes ambientais nº 9.605/98, em que a pena para os maus-tratos será de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda.
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que haja 28,8 milhões de domicílios com algum cachorro, o que representa 44% do total de domicílios, e outros 11,5 milhões com algum gato. Ainda que não se tenha um número oficial no país que discorra sobre maus-tratos, a estimativa é de 3.500 denúncias realizadas por mês pelas redes sociais de organizações de proteção animal.
Qual a relação entre animais domésticos e a indústria?
Cães e gatos são espécies domésticas que podem ser encontradas em restaurantes, refeitórios de indústrias, entre outros locais com grande circulação de pessoas, atraídas, na maioria das vezes, por restos de comida ou hábitos de trabalhadores que alimentam estes animais.
No entanto, a presença de animais domésticos em ambientes industriais/corporativos os coloca em situação de risco, bem como podem comprometer a segurança e as condições higiênico-sanitárias dos ambientes e dos processos produtivos por meio da transmissão de zoonoses.
É importante ressaltar que os animais domésticos que se estabelecem nestes locais passam a ser de responsabilidade da Empresa, sendo ela responsável por suas expensas, os cuidados com higiene, saúde e alimentação, devendo zelar, também, pela limpeza do local onde estes se encontram e pelo tratamento adequado deles.
Fontes: BBC Brasil, Assembleia Legislativa do RS e Palácio do Planalto Brasil.
