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Nova espécie de mosquito Aedes é detectada pela 1° vez nas Américas.

Quando pensamos em animais “mortais”, é comum lembrarmos de espécies grandes e fortes. Mas você sabia que, na verdade, os mosquitos são os responsáveis pelo maior número de mortes de pessoas no mundo? Sim, esse pequeno inseto é 180 vezes mais letal do que cobras, hipopótamos e tubarões, segundo o levantamento da Fundação Bill e Melinda Gates. Em números, os mosquitos são capazes de matar até cerca de 725 mil pessoas por ano no planeta. Isso acontece porque eles são transmissores de diversos tipos de doenças.

Vale lembrar que esses insetos são apenas vetores das doenças. Ou seja, eles precisam picar um hospedeiro que carrega o vírus, larva ou protozoário para se infectarem e, só depois, transmitirem para os seres humanos.

Existe uma série de doenças que podem ser passadas pelos mosquitos, mas as mais conhecidas são a dengue, zika e chikungunya — transmitidas principalmente pelo Aedes aegypti —; a febre amarela — em que o Haemagogus, o Sabethes e o Aedes aegypti são os agentes da contaminação —; a malária — passada pelo Anopheles darlingi —; a febre oropouche — transmitida pelo Culicoides paraensis e Culex quinquefasciatus —; e a elefantíase (filariose linfática) — propagada pelo Culex quinquefasciatus.

 

Aedes vittatus

A mais nova espécie encontrada nas Américas leva o nome de Aedes vittatus, sendo uma das 3,5 mil espécies de mosquitos encontradas ao redor do mundo. Esse mosquito, assim como o Aedes aegypti (transmissor da dengue e da zika), é capaz de carregar parasitas ou patógenos perigosos para a saúde humana.

Porém, ele ainda representa um perigo adicional: consegue carregar quase todas as doenças que são transmitidas pelos outros mosquitos, com exceção da malária. Segundo a equipe que o identificou, ele é “comprovadamente um vetor de vírus da dengue, zika, chikungunya, febre amarela e muitas outras doenças”.

“Estar em contato próximo com esses mosquitos não é uma boa notícia”, diz Yvonne-Marie Linton, pesquisadora-diretora da Walter Reed Biosystematics Unit e curadora de quase dois milhões de espécimes na coleção do Instituto Smithsonian, nos EUA.

O Aedes vittatus é endêmico no subcontinente indiano, na Ásia, e nunca havia sido avistado no continente americano antes. O mais provável é que as primeiras espécies tenham viajado para Cuba na forma de ovos em algum contêiner de navio ou em alguma aeronave. Provavelmente, sua proliferação no Caribe e sul dos EUA também será intermediada pelo homem: as mudanças climáticas estão encurtando os invernos da América do Norte, o que permite que os mosquitos procriem muito mais vezes em uma única temporada e, consequentemente, espalhem mais vírus.

 

Qual é a preocupação a respeito das novas espécies?

O deslocamento do mosquito é uma lição sobre os perigos que o comércio e as viagens humanas oferecem à dispersão de doenças zoonóticas pelo planeta.

Doenças que podem ser transmitidas por mosquitos matam até quase um milhão de pessoas e infectam quase 700 milhões por ano, ou seja, próximo do equivalente a uma em cada dez pessoas na Terra.

Temos vários exemplos de doenças que trouxeram inúmeras mortes no mundo inteiro. A dengue, a chikungunya e a zika causaram uma epidemia em 2016, o que resultou no nascimento de centenas de bebês com síndrome congênita pelo vírus da zika no Brasil. Até o fim de 2016, segundo a OMS, 48 países e territórios do continente americano haviam registrado mais de 175 mil casos confirmados da doença transmitida pelo mosquito.

E, apenas no ano de 2020, a dengue infectou mais de 970 mil pessoas no Brasil, segundo contagem feita pelo Ministério da Saúde até novembro.

Eventos como a epidemia de 2013/2014 da chikungunya no Caribe e da zika no Brasil devem se tornar cada vez mais frequentes. Até que, quando se chega ao nível de uma epidemia, costuma ser tarde demais para contê-la.

“É algo inesperado. Acontece como foi com a COVID-19. Pega todos de surpresa”, afirma Linton. “E, quando governos reagem tentando comprar e distribuir insumos e medicamentos, se veem disputando esses itens entre si”, ela agrega.

 

Como impedir o Aedes vittatus de avançar?

Imediatamente após a identificação do mosquito, a Unidade de Medicina Preventiva da Marinha americana em Guantánamo começou a pulverizar inseticidas em duas áreas residenciais próximas do local onde os primeiros espécimes foram encontrados.

Ainda assim, os mosquitos não pararam de aparecer. Em dezembro de 2019, larvas do Aedes vittatus foram encontradas a menos de 50 metros do local original. Em 24 de fevereiro de 2020, outra fêmea do A. vittatus foi encontrada na armadilha, seguida por outros quatro mosquitos encontrados no dia dois de março a um quilômetro do local original.

Para dificultar, o A. vittatus pica durante o dia, o que significa que métodos tradicionais, como fechar portas e janelas e usar mosquiteiros para dormir, são ineficientes.

Se não houver ação rápida das equipes de saúde pública, pode ser apenas uma questão de tempo até que o mosquito se espalhe mais. Essa ação precisa incluir a destruição dos ambientes onde o mosquito procria, a pulverização, o uso de armadilhas e a prevenção de locais com água parada.

 

Conte com a Bioseta!

A Bioseta oferece o serviço de controle de zika vírus em contêineres para exportação, com a emissão de certificado que atesta a realização do controle de pragas e vetores com o objetivo de eliminar possíveis focos de larvas e mosquitos Aedes aegypti — transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus — garantindo as condições sanitárias da sua exportação e atendendo a demanda dos países importadores.

Esteja sempre atento! Além de não deixar locais com água parada, realize o controle químico de mosquitos através de desinsetizações.

Para mais informações em relação ao controle de mosquitos e outros vetores ou para conversar com um especialista, entre em contato conosco! Ligue (51) 3396-6161 ou envie e-mail para comercial@bioseta.com.br.

 

Referências:
https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-55767792

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/02/22/doencas-transmitidas-por-mosquitos-veja-sintomas-e-como-tratar.htm

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