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Durante o inverno, indústrias e prédios comerciais mantêm janelas fechadas e a climatização ligada. Como resultado, o ar interior chega ao fim da estação em um estado crítico e raramente avaliado.

Agosto marca a transição para a primavera: portas voltam a abrir, o sistema de climatização passa a operar em condições diferentes, e tudo o que ficou acumulado ganha chance de circular. Por isso, avaliar a qualidade do ar interior agora é uma decisão de gestão de risco, não um detalhe operacional.

Por que a qualidade do ar interior piora no fim do inverno

Ambientes fechados por semanas reduzem a troca de ar com o exterior. O sistema de climatização, operando em ciclo praticamente contínuo, acumula poeira, fungos, ácaros e bioaerossóis em componentes como filtros, serpentinas e bandejas de condensado.

Sem renovação suficiente do ar, esses contaminantes ficam concentrados no ambiente interno em vez de serem dispersos — exatamente o oposto do que se espera de um espaço climatizado para uso coletivo.

Os riscos de um ar interior comprometido

Para quem responde por facilities, indústria ou saúde ocupacional, um ar interior fora de padrão não é só desconforto. Entre os riscos mais comuns:

  • Irritação respiratória e ocular, especialmente em quem passa longas jornadas no ambiente;
  • Agravamento de alergias e quadros respiratórios preexistentes;
  • Proliferação de fungos e bactérias em superfícies e dutos;
  • Aumento de afastamentos e absenteísmo ligados à saúde ocupacional;
  • Exposição a não conformidades em auditorias sanitárias e de saúde do trabalhador.

Legionella na climatização: o risco que a rotina de inverno esconde

Um dos pontos mais sensíveis é a presença de água estagnada em componentes do próprio sistema de climatização — bandejas de condensado, umidificadores e trechos com baixa circulação. Esses pontos, quando não monitorados, podem favorecer a proliferação de Legionella.

O risco cresce na transição de estação com a retomada do sistema. Os aerossóis gerados pela climatização podem dispersar o contaminante sem sinais visíveis, provocando sintomas respiratórios repentinos.

O que a legislação exige: NBR 17037:2023 (a norma que substituiu a RE nº 9/2003 da Anvisa)

Até julho de 2024, o parâmetro de referência para qualidade do ar interior era a Resolução ANVISA RE nº 9/2003. Porém, ela foi revogada pela RDC nº 886/2024. Hoje, a referência técnica vigente é a NBR 17037:2023 da ABNT.

A lógica de monitoramento periódico se manteve, mas os limites ficaram mais rígidos. As principais mudanças incluem:

  • CO₂: calculado em relação ao ar externo (em vez do teto fixo de 1.000 ppm);

  • Material particulado: separado por faixas (PM10 e PM2,5);

  • Laboratórios: exigência de acreditação ISO/IEC 17025 independente da empresa de manutenção.

Como avaliar e higienizar a qualidade do ar interior

Cumprir a NBR 17037 e reduzir o risco passa por duas frentes complementares:

  • Análise de QAI: coleta e avaliação de parâmetros físico-químicos e microbiológicos do ar interior, com laudo técnico que documenta a situação real do ambiente, dentro dos limites atualizados da norma;
  • Higienização da climatização: limpeza técnica de dutos, filtros, serpentinas e bandejas de condensado, eliminando os pontos de acúmulo identificados na análise.

A análise sem a ação corretiva não resolve o problema — e a higienização sem análise prévia não permite comprovar, com dado técnico, que o ambiente está de fato dentro do padrão.

Por que agir agora, antes da primavera

Agosto é o momento em que o sistema de climatização ainda está no regime de inverno, mas a operação do ambiente já começa a mudar; avaliar e higienizar agora significa entrar na primavera com o ar interior sob controle, em vez de reagir depois que o desconforto ou a não conformidade já apareceram.

Fale com a Bioseta para agendar a análise de qualidade do ar interior e a higienização da climatização da sua operação:

📞 (51) 3396-6161
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